EXPULSA A NATUREZA E ELA VOLTARÁ A GALOPE
chinês



Não podemos libertar-nos do mundo exterior como quem se desembaraça dum sobretudo pesado... Renunciar sistemàticamente ao mundo exterior significa renunciarmos a nós próprios. É uma espécie de suicídio. Não podemos renunciar às formas da Natureza, pois as formas do quadro, por pouco representativas que sejam e embora passem por nós e de nós provenham, surgiram-nos de algures. Até uma escultura de Arp, essa «música de formas», até ela se nos torna compreensível devido à sua analogia com curvas de mulheres e ao mesmo tempo de seixos.-Um objecto desperta em nós amor, exactamente porque parece atrair-nos por meio de forças que estão acima dele. Brincar com um duplo sentido é uma maneira aliciante de desenraizar o objecto, de fazer esquecer a sua função de todos os dias. Mas isso permite fazer brilhar esta verdade: o objecto não está ligado ao mundo pela sua utilidade, mas por um parentesco mais íntimo. E estamos já muinto longe do Surrealismo. Antes nos encontramos num universo fechado, onde nada é acidental...onde cada forma tem o seu correspondente, isto é, desaparece como objecto para se justificar como forma. O objecto...duplamente incarnado, esse equilíbrio dentro da mesma forma entre duas explicações possíveis, essa oscilação acaba por substituir o objecto, tornando-se a sua suprema realidade.-Essa terceira realidade, que só existe na ausência do objecto.
Sem dúvida que a forma com sentido profundo reside nesta esfera em que a questão do figurativo ou abstracto já não se põe...um mundo que em todos os seus elementos, em todos os seus simbolos, se lembra de todo o mundo. Este elo secreto entre todas as coisas, esta geometria viva de esferas, cones e cilindros, de que se fala de ora em quanto, desde a época de Cezanne, toda essa mecânica de simbolos só pode viver na medida em que for a estrutura comum de toda a realidade, em que tanto possa ser uma determinada coisa como tudo o que existe, em que exprima a profunda unidade do mundo- o mundo numa casca de noz.

Jean Bazaine, Notes sur la peinture d`aujourd`hui, Paris, 1953,c cit. por Walter Hess, Documentos para a compreensão da pintura moderna, tradu. por Ana de Freitas e José Júlio Andrade dos Santos, Livros do Brasil.Lisboa, p.150



Falei-lhe do processo que parte da destruição para a construção. O que é novo é a vida, é a ordem natural. Toda a gente, até o mais comum dos operários, tem olhos para ver que há cores, que essas cores exprimem jogos, modulações, ritmos, compensações, pontos de junção, profundidade, oscilações, acordes, associações monumentais, isto é, exprimem uma ordem que não é forçada mas que nasce de tal modo segundo os valores do homem, que se impõem imediatamente aos nossos sentidos. O homem, entenda-se, compreendido como o verdadeiro homem de carne e osso, o homem em movimento, não o homem agitado de força. O homem, portanto, que sente, que invoca as suas capacidades intuitivas e as torna palpáveis através da linguagem universal das cores. Isto tudo não quer dizer que eu não possa regressar às alusões a formas da Natureza, ao retrato, à figura, aos objectos, mas isso acontecerá sob uma forma inteiramente diferente, uma forma que já não será análise, descrição, psicologia, mas uma forma puramente plástica, tendo por meios construtivos as relações das cores.

Robert Delaunay (1885-1941)in Walter Hess, Documentos para a compreensão da pintura moderna, tradu. por Ana de Freitas e José Júlio Andrade dos Santos, Livros do Brasil.Lisboa,p.84/85


..something wicked this way comes!













The appearence of fruit became important for me, from an existencial point of view: I am impressed by the tremendous reproductive capacity of nature...Faced with the enormousness of a thing, such as a heap of fruit, you are bound to discover something similar to innocence. You have to rediscover an elementary imagination and a kind of innocence inside yourself....When the painter`s hand becomes nature, it represents the imagination.

Mario Merz, in Jean Christophe Ammann and Suzanne Pagé, "Entretien avec Mario Mertz," in Mario Merz, exhibition catalog (Paris: ARC/Musée dÀrt Moderne de la Ville de Paris; Basel: Kunsthalle,1981), cited in Celant, "The Organic Flow of Art,"35.



I had spend all day drawing that endlessly convoluted line,....following my thoughts and everything happening around me - for exemple, the twittering birds, the falling leaves. The distant rumble of a van. All these things entered the drawing, not in a natural way, of course, but as time, as a recording, as if the pencil lead were the point of certain instruments registering on a sheet of paper.

Mario Merz, in Germano Celant, "The Organic Flow of Art," Mario Merz, exhibition catalog( New York: Solomon R. Guggenheim Museum, 1989),15.



All artists, whether primitive or sophisticated, have been involved in the handling of chaos. The painter of the new movment ( i.e. Gottlieb, Rothko, Pollock and himself)...is therfore not concerned with geometric forms per se but in creating forms which by there abstract nature carry some abstract intellectual content. There is an attempt being made to assign a Surrealist explanation to the use these painters make of abstract forms...(but) Surrealism is interested in dream world that will penetrat the humam psyche. To that extent it is a mundane expression...The present painter is concerned, not with his own feelings or with the mystery of his own personality, but with the penetration into the world mystery. His imagination is therfore attempting to dig into metaphysical secrets. To that extent his art is concerned with the sublime. It is a religious art which throught symbols will catch the basic truth of life which is its sense of tragedy...the artist tries to wrest truth from the void.

Bernett Newman, in Jonathan Fineberg, "Art since 1940 - Strategies of Being",1995 Prentice Hall, p.100, Cited in Hess, Barnett Newman, 7-9.



"to perceive the most essencial of that which is reality in the present; because if we do not perceive this reality, we perceive something else which is not reality. We perceive something and are annoyed by things that in fact no longer have reality for the iner life. This is more than evident in the case of automobiles, production methods, capitalistic money dealings, etc. Everything which rushes to the forefront pretending to be reality is accepted as reality because the perception for the inner substance of things....is lacking; there is yet another hole, and that is reality. The other only pushes itself onto reality, but it is not reality."

Joseph Beuys, in Schirmer`s Visual Library, "Joseph Beuys Early Watercolors, with an introductory essay by Werner Schade, p.8


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em breve..novos textos....../.....soon I will add new texts

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